quinta-feira, 28 de outubro de 2010

um percurso sem sentido

a noite tem estado escura, a brisa fresca, o céu encoberto de nuvens pouco espessas. em Lisboa dá para ver Júpiter, a Lua e pouco mais. vêem-se pessoas, demasiadas até e muitas luzes. alaranjadas. os carros são ruidosos e os homens mediocramente deprezíveis.

ando quase sempre sozinha. no escuro, sei que não pertenço a este lugar, e muito menos a estas pessoas. a energia que ronda o ar despurifica-me o sabor. as gentes são lindas por imaginação e a minha escasseia a cada momento que passo a mais com elas.

no fundo, ainda há duas luzes. uma tua, outra minha. os meus olhos vão fechar-se da tua perspectiva e esquecer o passado que passou por nós e nunca cessou. não por ser mais fácil, mas porque nada existe aqui.

a Lua é admirável pelo simples facto de ser a Lua.

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