domingo, 24 de outubro de 2010

sem ser por nada


a neve podia cair e o céu pintar-se de branco e azul claro, o sol esconder-se atrás de uma nuvem e um pássaro pousar sobre o ramo daquela árvore. a brisa do vento poderia estar suavemente fria e ao longe poder-se-ia ouvir um rio. a nascente. a foz mais longe ainda. eu não existiria por completo, nem na metade. e tu muito menos. teríamos feito amor com a aurora, enquanto a Lua adormecia discretamente. ninguém saberia da nossa existência, ela seria inexistente. não haveria hoje, nem amanhã. e o ontem nunca teria acontecido. o mundo podia acabar - deixar-me-ia ir no calor do teu abraço.

o rio deixaria de correr e ninguém choraria por nada. a neve continuaria a cair e nós teríamos feito amor com a aurora sem ninguém ter dado por nada.

1 momentos:

Dois Rios disse...

Um sol à parte.

Centelha que emana de dois corpos.

Pra quê o resto?

Beijo,
I.